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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

USP lança site com coleção de mais de 11 mil imagens de seres marinhos

'Cifonauta' quer expandir conhecimento sobre espécies do fundo do mar.
Mudança climática ameaça biodiversidade nesse ambiente, alerta cientista.


(Confira o vídeo clicando aqui)

Os oceanos ainda escondem muitas surpresas. Milhares de espécies de animais ainda não são conhecidas pelos cientistas, que buscam conhecer estes animais, vertebrados ou não, espalhados pelo mundo.

No Brasil, parte dos trabalhos de pesquisa realizados por especialistas na vida marinha agora estão disponíveis para o público e educadores por meio do site “Cifonauta”, que abrange mais de 11 mil fotografias de seres do mar, além de vídeos e explicações.

Com nome de uma larva marinha, o site foi desenvolvido, nas versões em português e em inglês, pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini, ambos do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), localizado em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.
 
Além dos periódicos científicos
O banco de dados virtual mostra a fundo as espécies pesquisadas no instituto, expandindo conteúdo que antes podia ser encontrado apenas em publicações científicas, direcionadas a um público restrito.

“A nossa ideia surgiu há alguns anos, devido à carência de conteúdo científico voltado aos organismos marinhos, principalmente aqueles encontrados na biota marinha (conjunto de seres da fauna e flora) brasileira”, disse Álvaro Migotto.

Atualmente, existem 11.075 fotos, 270 vídeos de cerca de 300 espécies encontradas no país e em outras partes do mundo. “Muitas pessoas nos procuravam interessadas em imagens. Agora isto tudo fica disponível em um único local para que a população consiga visualizar e entender melhor os organismos aquáticos. Temos esperança de que o site sirva para aumentar o potencial da educação na área de biologia, além de ser uma divulgação científica”, disse o biólogo.

Imagem ampliada de parte de uma Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)
Museu vivo virtual
Segundo Migotto, ainda há poucos trabalhos de conservação da biodiversidade marinha devido à falta de conhecimento de grande parte da população. Ele afirma que mesmo os documentários ou programas produzidos por redes de televisão mostram, principalmente, animais aquáticos que já são difundidos, como grandes peixes ou mamíferos.

“Seres unicelulares e microscópicos, considerados os mais importantes do oceano porque sustentam as cadeias alimentares, são pouco divulgados, até porque eles são muito pequenos e podem ser vistos apenas com equipamentos. É no mar que está o início da vida”, explica.

Ele afirma ainda que muitos organismos podem desaparecer com a mudança climática, devido à acidificação dos oceanos ou mesmo à elevação da temperatura no fundo do mar, o que fortalece a ideia de arquivar o histórico das espécies.

A ampliação do banco de dados vai acontecer em um primeiro momento apenas por pesquisadores e estudantes do Cebimar. “Queremos incluir dados de peixes, aves marinhas e outras espécies. Mas por enquanto não podemos gerenciar esta atividade porque o site vai continuar evoluindo”, disse o biólogo.

O endereço eletrônico é http://cifonauta.cebimar.usp.br.

Confira a galeria de imagens das espécies marinhas cadastradas pelos pesquisadores.

Fonte: G1.com - Natureza

sábado, 8 de outubro de 2011

USP está entre as 200 melhores universidades do mundo, diz THE

Universidade de São Paulo aparece em ranking da Times Higher Education.
Harvard cedendo o topo à California Institute of Technology, de Pasadena.

Campus da USP na Cidade Universitária, em São
Paulo (Foto: Divulgação/USP)
A Universidade de São Paulo (USP) é a única representante latino-americana entre os 200 melhores centros universitários do mundo, segundo a lista publicada nesta quinta-feira (7), em Londres, pela Times Higher Education (THE). O ranking avalia o desempenho dos estudantes e a produção acadêmica nas área de engenharia e tecnologia, artes e humanidades, ciências da vida, saúde, física e ciências sociais.

A USP, que esta semana liderou o novo ranking latino-americano de centros de educação superior, aparece na 178ª posição na classificação internacional, ao integrar a lista pela primeira vez. A outra universidade brasileira que aparece no ranking, que conta com 400 instituições de ensino superior, é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que aparece no bloco de posições entre 276º e 300º lugar (não há uma colocação específica). O ranking de 2010 tinha apenas 200 universidades, e nenhuma instituição brasileira constava.

Clique para ampliar

Após oito edições da classificação, esta é a primeira vez que a Universidad de Harvard não lidera, cedendo o topo da lista à California Institute of Technology (CalTech), de Pasadena.

Harvard aparece na segunda posição, empatada com a californiana Universidade de Stanford.Na quarta posição surge a Universidade de Oxford, que lidera pela primeira vez entre as instituições britânicas, superando Cambridge, sexta colocada. Entre as duas está Princeton, quinta.

Os 14 primeiros postos são ocupados apenas por instituições americanas e britânicas, e o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique quebra esta sequência apenas na 15ª posição.

A relação anual da Times Higher Education, que utilizada dados da Thomson Reuters, é baseada em 13 indicadores, que vão de investimento à pesquisa, passando por publicações científicas, número de doutorados e de estudantes estrangeiros.

Outra lista, publicada em setembro pela QS, antigo sócio da Times Higher Education, coloca na liderança a Universidade de Cambridge, seguida por Harvard e pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT).

Clique para ampliar


Na terça-feira (4), a USP apareceu em primeiro lugar em outro ranking acadêmico, o ranking QS de universidades da América Latina. O Brasil teve 31 instituições entre as cem melhores deste ranking.

No ranking mundial da QS, a USP aparece em 169º lugar. Já no Webometrics Ranking of World Universities, que avalia o desempenho da universidade em sua produção na internet, a USP está em 43º lugar no mundo.

Fonte: G1.com - Vestibular e Educação

sábado, 24 de setembro de 2011

Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar jovens da religião

Olá, pessoas.

Já devem ter percebido que o post não tem muito a ver com tudo que já foi colocado aqui, porém achei interessante divulgar estas fotos que são muito legais.
Algumas são bem fortes, como a aplicação da droga...
Fica a dica =)

*As fotos estão no final do post


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Jesus Cristo, herói do século 21. A reinvenção de quem, para os cristãos, é o filho de Deus gerou um fenômeno artístico nos Estados Unidos.

Com peitoral marcado, braços musculosos e atitude de vencedor, o Cristo chegou inclusive à capa do jornal The New York Times. "Um Chuck Norris de sandálias", assim definiu-o a publicação.

O autor dos desenhos, o artista Stephen Sawyer, 58, criou o projeto Art4God para tentar aproximar os jovens da religião.

"Todos somos evangelistas de alguma coisa", disse Sawyer à BBC. "Sou o pregador do homem que viveu há 2 mil anos e continua sendo meu herói."

O artista sustenta que a imagem de Jesus masculino e forte vem da Bíblia.

"Dificilmente poderiam ter narrado cenas como o ataque de Jesus aos mercadores do templo se o protagonista da história fosse um fracote", defende Sawyer.

"Era um carpinteiro da classe trabalhadora. Com certeza o seu corpo era forte e musculoso, porque essa era a sua ferramenta de trabalho."

Através de livros, revistas e blogs, o desenhista, que vive em Kentucky, tem viajado os Estados Unidos alimentando o seu movimento.

Apesar do sucesso, as imagens foram questionadas por grupos de conservadores, para quem destacar o físico de Jesus relega o seu aspecto espiritual.

"Fico feliz que se crie um movimento em torno disto. A ideia é deixar de lado nossos prejuízos e aceitar as crenças de todos a partir da tolerância", responde o autor.

"Não sei como Cristo era visto há 2 mil anos, nem me importa. Quero criar uma iconografia que seja relevante para hoje."

Clique nas imagens para ampliar:

Um artista está promovendo a imagem de um Cristo musculoso para renovar a ideia que a atual geração faz de Jesus. (Imagens: Stephen Sawyer / Art4God).

Com peitoral marcado, braços musculosos e atitude de vencedor, este Jesus mostra uma tatuagem, prática que já existia na Antiguidade para identificar párias.

Nesta cena, o braço de Cristo e de um viciado em drogas é um só. 'É uma forma de explicar que Jesus vive dentro de você', afirma o autor, Stephen Sawyer.

Em ‘Bonecas Quebradas’, Sawyer aborda outro problema social – o abuso infantil – a partir de uma perspectiva religiosa.

Para o artista americano autor das obras, dificilmente Jesus poderia ter alcançado tantos feitos ‘se fosse um fracote’.

‘Amante da minha alma’ foi criado a partir das histórias de mulheres que dizem bailar com Jesus em sonhos. A menina da imagem é a filha caçula do autor.

‘Não sei como Cristo era visto há 2 mil anos, nem me importa. Quero criar uma iconografia que seja relevante para hoje’, afirma Sawyer.
‘Cristo se afasta para rezar’ pretende mostrar que é possível ser um seguidor de Jesus em qualquer parte.

‘Ficamos tão presos às tradições que continuamos repetindo fórmulas, palavras antigas e frases feitas, como se estivéssemos em outro século’, acredita o desenhista.
Fonte: BBC

domingo, 4 de setembro de 2011

Cabo Pulmo, o paraíso da vida marinha

Reserva marinha mexicana quintuplica em dez anos o número de peixes


A reserva marinha Parque Nacional Cabo Pulmo, na costa oeste do México, praticamente quintuplicou o número de peixes em dez anos, segundo estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos.

O projeto de recuperação surgiu a partir do entusiasmo e dedicação da população local que, incomodada pela devastação do ecossistema, estabeleceu o parque em 1995 e, desde então, se dedica a protegê-lo.

"As mudanças mais importantes que observamos é que o número de espécies no parque quase duplicou e o número de indivíduos e seu tamanho, que em conjunto são os quilos de peixes, aumentaram mais de 460%", conta o biólogo marinho Octavio Aburto-Oropeza, do Instituto Scripps.

Experiência inspiradora
Cabo Pulmo tem 71 km² e é quase 70 vezes maior do que a maioria das reservas estudadas até hoje.

As espécies mais comuns na área são garopa do golfo (Mycteroperca jordani), garopa sardineira (Mycteroperca rosacea), pargo cinza (Lutjanus novemfasciatus), pargo amarelo (Lutjanus argentiventris) e cavalinha (Seriola lalandi).

"É surpreendente que as comunidades de peixes em um recife superexplorado possam se recuperar até chegar a níveis comparáveis com aos de recifes remotos, onde nunca ocorreu a pesca humana", avaliou Aburto-Oropeza.

Aburto-Oropeza diz que a criação de áreas marinhas pode "elevar significativamente a produtividade dos oceanos, gerando benefícios econômicos para as comunidades costeiras".

"Poucos legisladores no mundo estão conscientes de que o tamanho e a abundância dos peixes pode aumentar extraordinariamente em muito pouco tempo, a partir do momento em que se estabelece a proteção ambiental e se cria uma reserva marinha", defende.


A população local cuida da reserva e ajuda a reduzir a contaminação, protegendo as espécies em perigo.

Nesta fotografia, tubarões se aproximam da superfície e podem ser vistos sob a água cristalina.
A reserva é lar de leões-marinhos, como estes da fotografia, que tomam sol sobre uma pedra.
A reserva é lar de leões-marinhos, como estes da fotografia, que tomam sol sobre uma pedra.
Para especialistas, o projeto ensina que o sucesso de iniciativas semelhantes depende do envolvimento das comunidades locais.
Um estudo detalhado sobre Cabo Pulmo pode ser encontrado na publicação especializada 'PLoS One Public Library of Sciences'.
Fonte: Msn.com
Fotos de: BBC Brasil

sábado, 20 de agosto de 2011

Anatomia Humana - Animações em 3D da 3B Scientific

As animações 3D da 3B Scientific são sensacionais, passando principalmente a impressão da relação espacial de estruturas anatômicas específicas. Faça o download das animações na versão de proteção de tela ou projetor ou recomende-as a um amigo que possa estar interessado. 

Para poder assistir as animações 3D, você precisará dos programas Macromedia ou Adobe-Plugin Shockwave.
Explosão do Crânio

“Exploda” o crânio e una-o de novo. Você também pode girar o modelo livremente em até 360º, para observar todos os lados do crânio “explodido”. E é claro que também é possível fazer um zoom do crânio, para ver todas as estruturas bem de perto. Clique para interagir!

O Torso
Faça o zoom do torso e gire-o, para ir descobrindo todos os seus detalhes. Desmonte o modelo e veja de perto a disposição dos órgãos e partes internas. Conheça de perto o cérebro, pâncreas, estômago, pulmões, coração e muito mais. Clique para interagir!

O Cérebro Humano
Observe os lobos frontal, parietal, temporal e occipital. Faça o zoom e penetre no cerebelo, para examinar todos os seus detalhes e ver as minúcias do tronco cerebral. Modelo natural digitalizado de um cérebro humano. Clique para interagir!

O Ombro
Observe os músculos subescapular. infra-espinhoso, supra-espinhoso e redondo menor, a escápula/clavícula e o úmero de diversos ângulos. Clique em animação para as peças se separarem. Clique para interagir!

O Coração
Dê uma olhada no coração humano! Faça o zoom e penetre nos ventrículos e aurículas. Conheça e compreenda as inter-relações topográficas dos vasos sanguíneos, como por exemplo, veia cava, aorta e a cavidade torácica. Clique para interagir!

O Olho
Representação animada que ajuda a melhorar a compreensão anatômica do olho humano. Desmonte o olho e observe a esclera, coróide, cristalino e vítreo. O processo de visão também é ilustrado, mostrando um feixe de luz passando pelo cristalino projetado sobre a retina. Clique para interagir!

A Orelha
Retire a membrana do tímpano e volte a colocá-la no lugar. Essa animação representa estruturas anatômicas, como por exemplo, o tubo auditivo externo, cóclea ou nervo auditivo ou do equilíbrio (labirinto). Observe o ouvido interno, médio e externo desde todos os ângulos. Clique para interagir!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viagem ao centro da célula

Planetário inflável é adaptado para simular uma viagem em 3D pelo interior celular, com direito a visitas ao citoplasma, núcleo e organelas. A ferramenta já faz parte do cotidiano escolar de Ribeirão Preto.
Viagem ao centro da célula

Alunos assistem ao filme sobre o universo celular, deitados, no interior do Celularium. Antes da exibição, há uma conversa introdutória com um mediador. (Foto: Assessoria de Imprensa do Hemocentro)

Um planetário inflável de 22m² imerge alunos e professores no universo da célulaanimal. O filme, exibido em 360° no seu interior, simula uma viagem em três dimensões pelos componentes celulares.

Concebida pela Casa da Ciência da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, a exibição mergulha o viajante por um dos canais seletivos da membrana até o citoplasma. Dali, ele passa por organelas, pelo núcleo celular e pode até participar dacaptura de partículas extracelulares pelo lisossomo.

Inaugurado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2010, o Celularium – em alusão ao tradicional Planetarium – já é parte do cotidiano escolar de Ribeirão Preto e vem auxiliando alunos da região no aprendizado sobre o funcionamento e a dinâmicada célula.

“Nos livros didáticos, os alunos veem a célula como algo chapado, bidimensional. O vídeo faz a criança enxergá-la de forma dinâmica e em movimento, oferecendo outra perspectiva“, diz Vinicius Moreno Godói, um dos coordenadores do projeto.

Veja trecho do vídeo que é projetado na cúpula do Celularium


O planetário itinerante atende sob demanda o ensino fundamental e médio em escolas de Ribeirão Preto e região. “Há um projeto para atender toda a rede do Hemocentro, que consiste em 180 cidades do interior do Estado de São Paulo”, afirma Godói. A ideia é levar a esses locais, além do Celularium, o projeto Doador do Futuro, um trabalho educativo do Hemocentro sobre a doação de sangue.

Almofadas e células de verdade

Colocar a cúpula em pé é a primeira etapa para a exibição do Celularium. “O planetário fica cheio em 12 minutos e o material é que nem macacão de piloto de Fórmula 1, infla e não pega fogo”, brinca Godói.
Após a exibição do filme no Celularium, alunos observam células de verdade em microscópios. (Foto: Assessoria de Imprensa do Hemocentro)

Depois de cheio, o espaço interno comporta um grupo de até 40 pessoas por vez. Elas são convidadas a relaxar sobre as almofadas e desfrutar do passeio celular. Dois mediadores apresentam o vídeo. Ao final de 17 minutos de projeção, o grupo é direcionado a uma atividade complementar, na qual observam células de verdade em microscópios.

O filme exibido é uma animação gráfica computadorizada, elaborada pela Animalux, empresa incubada no Hemocentro. “A Animalux contribuiu com a parte técnica, enquanto os pesquisadores da fundação orientaram sobre o conteúdo científico do vídeo”, explica Godói.

A cúpula inflável e o projetor, de tecnologia fulldome digital, já pertenciam aoHemocentro desde 2007, mas tiveram sua primeira aparição em público somente em 2009, numa exibição piloto.

Com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular, o Hemocentro conseguiu produzir um filme mais longo para a Semana Nacional no ano passado. A célula foi escolhida como tema tanto por estar presente no currículo escolar quanto por ser objeto de estudo do Centro de Terapia Celular do Hemocentro, que tem foco em pesquisas com células-tronco.

Fonte: Ciência Hoje On-line