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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Fruta fermentada embriaga pássaros e provoca acidentes, diz estudo

Pássaros morreram por conta de colisões sofridas durante a embriaguez.
Incidente aconteceu na Inglaterra.

Um estudo publicado nesta semana na Inglaterra mostra o exemplo da natureza de que álcool e direção não combinam. As vítimas dos acidentes foram pássaros, que se embriagaram depois de ingerir frutas em fermentação.

Os cientistas chegaram à conclusão depois de estudar os corpos de 12 jovens melros – uma espécie de pássaro – que apareceram mortos no pátio de uma escola. As aves estavam claramente feridas, mas, fora isso, não pareciam ter sofrido problemas de saúde antes de morrer.

Os especialistas da Agência de Saúde Animal e Laboratórios Veterinários do Reino Unido procuraram por sinais de alguma infecção, como a gripe aviária, mas não encontraram. O único ponto em comum que chamou a atenção foi o fato de que todos tinham comido a mesma fruta – a sorva.

Essa fruta não é tóxica, mas seu cheiro apontava que ela estava em fermentação – mesmo processo pelo qual o vinho e a cerveja passam. Os exames comprovaram que os pássaros estavam embriagados pela fruta.

Técnicos que monitoraram o comportamento das aves sob o efeito do álcool perceberam que elas tinham dificuldades para voar e constantemente caíam das árvores. Por isso, eles suspeitam que os pássaros mortos tenham colidido durante o voo.

O episódio foi relatado na revista científica "British Medical Journal".

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cientistas identificam micróbios que ajudam pandas a comer bambu

Sete espécies de bactérias foram encontradas.
Apesar de ser carnívoro, animal se alimenta de bambu todos os dias.

O sistema digestivo dos pandas gigantes sempre intrigou os cientistas por ter características de animais carnívoros quando eles comem até 12 quilos de bambu todos os dias. Agora, cientistas da Academia de Ciências da China desvendaram esse mistério ao identificar os micróbios que ajudam esses ursos a digerir tanto bambu.

Os pandas, como os seres humanos, são “onívoros” – ou seja, se alimentam tanto de carne quanto de vegetais. Na classificação dos animais, eles estão na ordem dos carnívoros. Apesar disso, 99% de sua alimentação consiste de bambu.

O que despertava a curiosidade dos cientistas é o fato de o sistema digestivo da espécie não ter as enzimas necessárias para sustentar essa dieta. Para explicar isso, a equipe do pesquisador Fuwen Wei fez uma análise genética das bactérias encontradas nas fezes desses animais.

O grupo descobriu sete novas espécies de micro-organismos, até hoje encontradas apenas nos pandas gigantes. Segundo os cientistas, são elas que permitem que a espécie sobreviva comendo praticamente apenas bambu.
Panda gigante comendo bambu (Foto: Divulgação)
Fonte: G1- Ciência e Saúde

USP lança site com coleção de mais de 11 mil imagens de seres marinhos

'Cifonauta' quer expandir conhecimento sobre espécies do fundo do mar.
Mudança climática ameaça biodiversidade nesse ambiente, alerta cientista.


(Confira o vídeo clicando aqui)

Os oceanos ainda escondem muitas surpresas. Milhares de espécies de animais ainda não são conhecidas pelos cientistas, que buscam conhecer estes animais, vertebrados ou não, espalhados pelo mundo.

No Brasil, parte dos trabalhos de pesquisa realizados por especialistas na vida marinha agora estão disponíveis para o público e educadores por meio do site “Cifonauta”, que abrange mais de 11 mil fotografias de seres do mar, além de vídeos e explicações.

Com nome de uma larva marinha, o site foi desenvolvido, nas versões em português e em inglês, pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini, ambos do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), localizado em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.
 
Além dos periódicos científicos
O banco de dados virtual mostra a fundo as espécies pesquisadas no instituto, expandindo conteúdo que antes podia ser encontrado apenas em publicações científicas, direcionadas a um público restrito.

“A nossa ideia surgiu há alguns anos, devido à carência de conteúdo científico voltado aos organismos marinhos, principalmente aqueles encontrados na biota marinha (conjunto de seres da fauna e flora) brasileira”, disse Álvaro Migotto.

Atualmente, existem 11.075 fotos, 270 vídeos de cerca de 300 espécies encontradas no país e em outras partes do mundo. “Muitas pessoas nos procuravam interessadas em imagens. Agora isto tudo fica disponível em um único local para que a população consiga visualizar e entender melhor os organismos aquáticos. Temos esperança de que o site sirva para aumentar o potencial da educação na área de biologia, além de ser uma divulgação científica”, disse o biólogo.

Imagem ampliada de parte de uma Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)
Museu vivo virtual
Segundo Migotto, ainda há poucos trabalhos de conservação da biodiversidade marinha devido à falta de conhecimento de grande parte da população. Ele afirma que mesmo os documentários ou programas produzidos por redes de televisão mostram, principalmente, animais aquáticos que já são difundidos, como grandes peixes ou mamíferos.

“Seres unicelulares e microscópicos, considerados os mais importantes do oceano porque sustentam as cadeias alimentares, são pouco divulgados, até porque eles são muito pequenos e podem ser vistos apenas com equipamentos. É no mar que está o início da vida”, explica.

Ele afirma ainda que muitos organismos podem desaparecer com a mudança climática, devido à acidificação dos oceanos ou mesmo à elevação da temperatura no fundo do mar, o que fortalece a ideia de arquivar o histórico das espécies.

A ampliação do banco de dados vai acontecer em um primeiro momento apenas por pesquisadores e estudantes do Cebimar. “Queremos incluir dados de peixes, aves marinhas e outras espécies. Mas por enquanto não podemos gerenciar esta atividade porque o site vai continuar evoluindo”, disse o biólogo.

O endereço eletrônico é http://cifonauta.cebimar.usp.br.

Confira a galeria de imagens das espécies marinhas cadastradas pelos pesquisadores.

Fonte: G1.com - Natureza

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vídeo Lindo (Atualização Supresa) ;D

Olá, seguidores!
Venho aqui apenas postar este vídeo lindo que a querida amiga Denisa Sousa postou no facebook. Ele é de uma beleza incrível, espero que gostem =D



sábado, 8 de outubro de 2011

Ave tem filhote em ninho construído em lustre de residência em Cuiabá

Casal de cambacica construiu o ninho em lustre de casa de comerciantes.
Ninho é repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.



Casal entrou no ciclo reprodutivo e ninho já abriga filhote de cambacica que não para de piar pedindo comida. (Foto: Dhiego Maia/G1)

O sobrado de uma família de comerciantes em Cuiabá abriga um casal de visitantes incomum. No lustre da sala, um casal de passarinhos da espécie cambacica, originária do Cerrado, construiu um ninho repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico. 

A arquitetura do ninho deveria parecer com uma taça, mas por conta do local inusitado que o casal de aves escolheu para erguer o refúgio, o ninho ficou disforme. Na última semana, o ninho ganhou mais um morador. A espécie entrou em ciclo reprodutivo e um filhote já pia sem parar dentro do ninho pedindo comida. 

O G1 visitou a residência da família Smerdech e para flagrar mãe e filhote no ninho foram necessárias três horas de observação e paciência. O lustre fica a dois metros de altura em relação ao solo. Ao longo de cada dia, a mãe cambacica sobrevoa pelas redondezas do bairro da Lixeira, na capital, em busca de pequenos insetos e restos de fruta para alimentar o filho. Duas vezes ao dia, ela cumpre a rotina de deixar o filhote cada vez mais forte. 

A comerciante Maria de Fátima Smerdech contou ao G1 que só percebeu que no lustre da casa havia sido construído um ninho pela quantidade de sujeira encontrada no chão da sala. “Eu encontrei um monte de cisco no chão, olhei para cima e já tinha aquele formato de ninho”, disse. Maria de Fátima mantém desde criança, uma grande proximidade com as aves. No passado, ela já criou dois papagaios. Atualmente, ela ainda cuida de uma calopsita, que é atração do mercado. 

Toda a família está envolvida com a presença do ninho na sala. Para Aparecido Smerdech, a presença das aves na casa dele representa uma grande benção. “Nos últimos anos nós temos sido tão abençoados que a escolha desses animais tão puros por nossa casa é uma grande benção”, disse em voz embargada.

A espécie
O G1 entrevistou o ornitólogo, João Batista de Pinho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para saber mais detalhes a respeito da espécie. Segundo o especialista, a cambacica é uma espécie comum em Cuiabá. “Ela é comum nos quintais de Cuiabá e é uma espécie nectiva. Ela se alimenta do néctar das flores, de pequenos insetos e restos de frutas”, explicou. 

O ornitólogo confessou ao G1 que estranhou a escolha da ave pelo lustre, já que a região concentra uma infinidade de árvores. “É de se estranhar muito. Pelo que eu vi, próximo da casa tem mangueiras que poderiam ser usadas como território para o ninho”, disse. Mas a varanda de dona Maria de Fátima é convidativa para aves. O local é repleto de plantas e muito visitada por aves de outras espécies, como bem-te-vis e pardais. Ela mantém um reservatório de água açucarada, um chamariz para a cambacica e outras espécies. 

A cambacica é uma ave minúscula, não passa de 10 centímetros e pode viver entre quatro a cinco anos. Ela tem papo amarelo e cabeça preta com duas listras brancas paralelas. Pinho esclareceu que a ave não apresenta nenhum risco à saúde humana, por não ser migratória. Na análise do ornitólogo, a ave auxilia no combate à dengue, por se alimentar de insetos dentro da casa. Já o ninho, segundo o ornitólogo, pode ser reutilizado pelo casal de aves, caso não se degrade com o tempo.

Veja o vídeo na íntegra aqui!
Fonte: G1.com

Descobertas duas novas espécies de sapo na Austrália

Anfíbios vivem no extremo norte do país.
Segundo cientista, eles são adaptados para viver em rochas.

Duas novas espécies de sapos que vivem na floresta do Cabo York, no norte da Austrália, foram descritas em edição recente da revista “Zootaxa”. Elas foram batizadas de Cophixalus kulakula e Cophilaxus pakayakulangun, e são parentes próximas entre si, embora vivam em lugares distintos.

Por outro lado, as espécies não se assemelham a outras espécies da região, o que leva a crer que tenha evoluído isoladamente – tão isoladas que sequer a população de aborígenes da área as conhecia.

Suas patas grandes e longas demonstram que os sapos estão adaptados a viver em rochas. Para a família a que pertencem, são relativamente grandes – medem cerca de 4 centímetros de comprimento. Seu principal alimento são as formigas.

Cophixalus kulakula
Cophixalus pakayakulangun
Fonte: G1.com - Natureza

sábado, 1 de outubro de 2011

Estudo aponta as 11 populações de tartarugas marinhas mais ameaçadas

Cinco estão no Oceano Índico, quatro no Pacífico e duas no Atlântico.
Levantamento é resultado de análise de mais de mil fontes científicas.

Estudo publicado na revista científica online “PLoS ONE” nesta quarta-feira (28) aponta as 11 populações de tartarugas marinhas mais ameaçadas no mundo.

Tartaruga da espécie Eretmochelys imbricata, da qual quatro diferentes populações aparecem ameaçadas no estudo publicado na 'PLoS ONE'. (Foto: Wallace J. Nichols - CI - Divulgação)

O levantamento é resultado de dois grupos de trabalho com cientistas de diferentes partes do mundo. Ao todo, 1.300 artigos, relatórios e outras fontes foram consultados para atribuir uma pontuação que reflita o nível de risco das populações de tartarugas.

Segundo a organização Conservação Internacional, que patrocinou o estudo, quatro das sete espécies de tartarugas marinhas têm populações que estão entre as 11 mais ameaçadas do mundo. E cinco dessas populações são encontradas no Oceano Índico.

Outras áreas identificadas como os locais mais perigosos para as tartarugas marinhas são o leste do Oceano Pacífico (dos EUA até a América do Sul) e o leste do Oceano Atlântico (na costa oeste da África).

As 11 populações de tartarugas marinhas mais ameaçadas, segundo o estudo:


•Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), no oeste do Oceano Índico
• Tartaruga cabeçuda (Caretta caretta), no nordeste do Oceano Índico
• Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), no nordeste do Oceano Índico
• Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), no nordeste do Oceano Índico
• Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), no nordeste do Oceano Índico
• Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), no leste do Oceano Atlântico
• Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), no nordeste do Oceano Atlântico
• Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), no leste do Oceano Pacífico
• Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), no leste do Oceano Pacífico
• Tartaruga cabeçuda (Caretta caretta), no norte do Oceano Pacífico
• Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), no oeste do Oceano Pacífico

Fonte: G1 Natureza

Adolescente fotografa beija-flor albino nos Estados Unidos

Marlin Shank, de 15 anos, flagrou a ave na cidade de Stauton.
Pai do jovem foi quem detectou a espécie do animal.


O voo de um espécime albino de beija-flor-do-pescoço-vermelho (Archilochus colubris) foi eternizado em imagens feitas por um jovem de 15 anos dos Estados Unidos, de acordo com o jornal britânico "Mail Online".

O adolescente Marlin Shank fotografou a ave em um parque da cidade de Stauton, na Virgínia. A espécie é nativa das Américas do Norte e Central, mas este exemplar nasceu com uma mutação genética que deixou suas penas e pele brancas, fato considerado raro.

Segundo a reportagem, Shank não havia notado que a ave era um raro beija-flor-do-pescoço-vermelho. Quem notou a diferença foi o pai do garoto, que ainda o alertou sobre a dificuldade de se encontrar este espécime.
Beija-flor albino é raro, mas a espécie de pescoço vermelho não corre risco de extinção. (Foto: Caters News)
Isto porque o beija-flor albino está desaparecendo da natureza por ser considerado alvo fácil de predadores. Além disso, sua anomalia genética o deixa vulnerável a doenças.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), a espécie beija-flor-do-pescoço-vermelho não corre risco de extinção.

Fonte: G1 Natureza

Morcego têm músculos mais rápidos dentre mamíferos, afirma estudo


Contração é mais rápida já vista, segundo pesquisa.
Ao todo, 190 movimentos por segundo podem ser realizados.


Voar – e saber para onde está indo – no escuro é uma tarefa complicada, mas morcegos conseguem fazer isso com a ajuda de verdadeiros “supermúsculos”, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta sexta-feira (30).

Segundo a pesquisa liderada por Coen Elemans, os músculos vocais da espécie têm a contração mais rápida de todos os mamíferos. Os resultados foram apresentados na revista “Science”.

Morcegos durante voo estudados na Dinamarca (Foto: Cortesia Lasse Jakobsen; Coen Elemans)

Os músculos desses animais são capazes de fazer contrações cerca de 20 vezes mais rápido que os nossos mais velozes: os dos olhos. Coisa parecida só foi vista antes em cascavéis, peixes e pássaros. É a primeira vez que algo do tipo é observado em um mamífero.

Esses músculos são usados como “sonar” para localizar insetos que vão servir de alimento. Para isso, eles se contraem até 190 vezes por segundo.
Exemplar da espécie de morcego estudada (Foto: Cortesia: Lasse Jakobsen; Coen Elemans)
Fonte: G1.com

Variação genética protege rãs de fungo que dizima anfíbios

Quitridiomicose ameaça populações inteiras de rãs e sapos.
O 'alelo Q' mostra que algumas rãs se adaptaram para resistir à doença.



Cientistas norte-americanos descobriram uma variação genética que está relacionada à resistência dos anfíbios a uma doença chamada quitridiomicose. A descoberta é importante porque a doença, causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, tem alta taxa de mortalidade e ameaça populações inteiras de rãs e sapos.


No estudo, os pesquisadores coletaram indivíduos de cinco populações diferentes de uma espécie chamada Lithobates yavapaiensis, uma rã nativa da América do Norte. Eles foram criados no laboratório e infectados com o fungo já na fase adulta.


Dos 99 animais que participaram do experimento, 14 sobreviveram. Essas rãs mais resistentes vinham de duas das cinco populações coletadas, sendo sete de cada. Para entender o que os protegeu da doença, os pesquisadores analisaram os genes de uma parte do genoma chamada complexo principal de histocompatibilidade (MHC, na sigla em inglês), que coordena a defesa do organismo.


Rã da espécie 'Lithobates yavapaiensis' em fase
jovem (Foto: Anna E. Savage / Cortesia)


Eles encontraram 33 alelos – formas de um mesmo gene – diferentes, o que é uma variedade grande. As rãs que tinham duas formas desse gene (heterozigóticas) sobreviveram na maior parte dos casos, enquanto as que tinham uma só forma (homozigóticas) morreram em quase todos os testes.


Além disso, um alelo específico, chamado alelo Q, só foi encontrado entre as rãs sobreviventes. Há indícios de que a evolução levou a essa forma do gene. Com isso, os pesquisadores têm esperança de que os anfíbios consigam se adaptar, desde que o habitat seja preservado.


“Esse é um caso em que mostramos a seleção e a adaptação para a resistência a essa doença em particular. A esperança é que possamos detectar esse sinal de resistência evoluída em outras espécies também”, afirmou Kelly Zamudio, professora da Universidade Cornell e coordenadora do laboratório que conduziu a pesquisa.


O estudo foi publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).


Fonte: G1.com

sábado, 24 de setembro de 2011

Cientistas veem comportamento promíscuo e bissexual em lula

Estudo indica que espécie que vive no fundo mar se acasala tanto com pares do mesmo sexo como do sexo oposto.
Estudo foi feito com imagens submarinas de lulas
coletadas durante 20 anos. (Foto: MBARI / via BBC)
Cientistas americanos que observaram a vida sexual de uma espécie de lula que vive nas profundezas afirmam que os animais mantêm sexo tanto com machos como fêmeas e possuem hábitos sexuais promíscuos.

As conclusões dos especialistas foram feitas estudarem imagens submarinas das lulas de águas profundas, conhecidas comoOctopoteuthis deletron, colhidas ao longo de 20 anos.

Entre as explicações encontradas para o fenômeno estão a de que os acasalamentos nas águas profundas são raros e realizados em um ambiente pouco favorável e a de que as lulas não seriam capazes de distinguir o sexo de seus pares na escuridão das águas profundas.

A pesquisa, publicada na revista especializada Biology Letters, foi possibilitada graças às imagens registradas por submarinos operados remotamente no cânion de Monterey, na região costeira da Califórnia, a profundidades que variam entre 400 e 800 metros.

Até recentemente, pouco se sabia sobre a vida sexual da espécie, exceto pelo fato de que os machos usam um órgão comprido, semelhante a um pênis, para depositar na fêmea espermatóforos, uma cápsula contendo milhões espermatozoides, absorvidos pela fêmea em seu tecido.

O pesquisador que comandou o estudo, Hendrik Hoving, do Instituto Aquático da Baía de Monterey, explicou que sua equipe não chegou a obter imagens dos animais se acasalando, mas encontrou traços de cápsulas de espermatozoide tanto em fêmeas como em machos.

Acasalamento bissexual
"Como a localização das cápsulas de espermatozoide são similares em ambos os sexos, nós concluímos que os machos acasalam tanto com machos como fêmeas", afirmou Hoving.

Os pesquisadores descobriram o mesmo número de espermatóforos depositados em machos e fêmeas, o que indicaria que o acasalamento entre pares do mesmo sexo seria tão frequente quanto o realizado entre pares do sexo oposto.

E o número de cápsulas de espermatozoide depositadas também sugere que os animais seriam promíscuos, segundo os pesquisadores.

O comportamento incomum, afirmam eles, pode ser explicado pelo fato de que a lula está tentando ampliar as suas chances de passar adiante os seus gentes em meio ao ambiente desfavorável em que vive.

Na pesquisa, os especialistas afirmam que "no habitat profundo e escuro onde o Octopoteuthis deletron vive, os machos são poucos e estão espalhados".

"Nós sugerimos que o acasalamento bissexual do O. deletron faz parte de uma estratégia de reprodução que maximiza o sucesso ao induzir os machos a inseminar indiscriminadamente cada lula que encontram".

Fonte: BBC

Baleias saem da Antártica e seguem até mar na Colômbia para reprodução

Cerca de 800 jubartes vão anualmente até a baía de Málaga, no Pacífico.
Os mamíferos aquáticos viajam 8 mil km desde o Polo Sul.


A baía de Málaga, localizada a 550 km de Bogotá, na Colômbia, começou a receber as primeiras baleias-jubarte para reprodução. Os animais frequentam a costa colombiana, banhada pelo Oceano Pacífico, após viajarem 8 mil km desde o Oceano Antártico.

Nesta quinta-feira (22), cetáceos se exibiram na baía, para alegria dos moradores da região. De acordo com Lilian Flores, diretora da Fundação Jubarte, a taxa de natalidade de baleias na área de proteção varia entre 19% e 28%. O número é um dos maiores do mundo, segundo a especialista.

No mês de junho, os animais começaram a aparecer para acasalamento e no fim da gravidez, dez ou 12 meses depois, retornam para dar à luz. Anualmente, cerca 800 cetáceos vão até a região. A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), estima que existam entre 21 mil e 60 mil exemplares da espécie no mundo.

Cauda de baleia-jubarte é vista na baía de Málaga, na Colômbia (Foto: Luis Robayo/AFP)

Cerca de 800 animais vão até o local, no Oceano Pacífico, todos os anos para reprodução (Foto: Luis Robayo/AFP)
 Fonte: G1.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Marcha dos Pinguins - Cine Clube Lorena

Durante o mês de agosto foi feita uma seleção de 3 filmes com o tema "A figura paterna no cinema",  e os alunos de Biologia foram convidados a assistir "A Marcha dos Pinguins" que foi apresentado no dia 26/08/2011 no Cine Clube Lorena, que fica na Fatea. Veja abaixo uma resenha e o trailer:
Obs: Meu comentário está apenas no final.



O documentário "A marcha dos pinguins" possui duas versões: a original francesa, narrada pelos autores Charles Berling, Romane Bohringer e Jules Sitruk (que fazem as "vozes" do casal central e seu filhote, respectivamente), e a versão norte-americana, que dispensa os comentários dos pinguins e é narrado por Morgan Freeman. Freeman gravou sua narração em apenas um dia. A versão dublada em português conta com as vozes de Patrícia Pilar, Antônio Fagundes e Matheus Perissé.

Lançado em 2006, sendo indicado ao prêmio César de melhor filme vencendo o Oscar de melhor, documentário, "A marcha dos pinguins" conta o ciclo de vida dos pinguins imperadores no desértico gelo da Antártica, desde a busca do companheiro ideal até a preparação dos filhotes para a vida adulta. Interessantemente, entre os pinguins imperadores há uma inversão de papéis entre os machos e fêmeas: que a fêmea deixa o ovo para ser chocado pelo macho, enquanto vai ao mar em busca de alimento. A fêmea regressa entre a altura do nascimento da cria e até dez dias depois. Dentre as centenas de outros pinguins machos, a fêmea encontra o seu par por meio do seu chamamento vocal, passando ela a tomar conta da cria.

Cinematograficamente falando, o documentário é esplêndido. Belíssimas e delicadas imagens, tratadas com aprumado esmero e atentas a todos os detalhes, seja dos gestos dos pinguins, seja da paisagem desértica da Antártica. Cabe lembrare que Jacquet, com o auxílio dos seus dois diretores de fotografia (os franceses Laurente Chalet e Jérôme Maison), filmou em condições bastante adversas, sob intensas nevascas e temperaturas que chegavam a -40°C. Acompanhando a beleza das imagens está uma brilhante edição de som e uma magnífica trilha sonora comandada pela cantora francesa Émilie Simon, que inclusivce ganhou o prêmio César de melhor Trilha Sonora Original de 2006.


Em um cenário de gelo desértico, surge uma bela história da natureza que se repete há milênios e da qual depende a manutenção da espécie: a marcha de milhares de pingüins imperadores em busca do par perfeito. Todo ano milhares de machos e fêmeas se reúnem no deserto da Antártica para um breve período de namoro e fecundação. Durante a chocagem dos ovos e nos primeiros meses de vida do filhote, mãe e pai se revezam nos cuidados com o novo ser.

Por instinto, enfileirados aos montes, machos e fêmeas deixam seu habitat natural em direção ao deserto gelado da Antártica em uma maratona de bravura e sobrevivência até realizar seu ritual de acasalamento. A fêmea deixa o ovo para ser chocado pelo macho, enquanto retorna para o mar em busca de alimento.

Meses se passam e os pingüins machos têm a árdua tarefa de aquecer e proteger o rebento, à espera do retorno de suas fêmeas. A nova família de pingüins terá que se reunir no prazo máximo de 48 horas para que o novo membro receba comida, caso contrário, não sobreviverá.

O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.


Ao longo das últimas oito décadas, desde que Robert Flaherty (o `pai` do Documentário) lançou seu belíssimo Nanook do Norte, vários teóricos (entre eles, André Bazin) já discutiram sobre a natureza dos filmes documentais e suas técnicas narrativas – e um dos conceitos mais interessantes estabelecidos nestes debates diz respeito à maneira com que reagimos ao sermos apresentados aos universos retratados por estes projetos. Em outras palavras, encaramos os fatos documentados pela câmera como se estivéssemos acompanhando uma história fantasiosa qualquer – uma percepção que é ainda mais ressaltada pelas técnicas narrativas adotadas pelos documentaristas para prender a atenção do espectador (técnicas e estruturas que vêm da ficção). Desta forma, não é incorreto dizer que até mesmo os documentários podem – e devem - ser encarados também como filmes de "ficção".

"A marcha dos pinguins" retrata um processo absurdamente desgastante que foi refinado ao longo dos séculos com o propósito de proporcionar maior chance aos filhotes, já que, se estivessem muito próximos ao mar quando o verão (um termo relativo na Antártica) chegasse, certamente morreriam afogados ou seriam facilmente devorados pelos predadores. Assim, com seu andar desengonçado, os pinguins refazem a viagem anualmente, sendo capazes de encontrar seu destino mesmo com as constantes mudanças de paisagem que os cerca - e é impressionante perceber como a maioria consegue sobreviver a tantos obstáculos: alguns se perdem no caminho e morrem de frio e fome; outros são devorados pelos leões-marinhos; alguns ovos goram ao permanecerem sobre o gelo alguns segundos a mais do que o ideal, no momento em que as fêmeas os entregam aos machos; e, como se não bastasse, os filhotes recém-nascidos são perseguidos por outras aves.


Contando com dois diretores de fotografia, "A marcha dos pinguins" traz um cenário impressionante, com suas geleiras imensas e a sempre fascinante aurora austral – e o filme nos oferece vários planos gerais que se encarregam de ilustrar a vastidão daquele mundo, além de outros planos subaquáticos que contrapõem a lentidão terrestre dos animais à incrível agilidade que demonstram como nadadores. Além disso, o cineasta Luc Jacquet captura, em quadros mais fechados, detalhes surpreendentes e reveladores de todo o ritual, como o momento em que um pequeno pingüim começa a romper a casca do ovo sob a plumagem protetora do pai. Da mesma forma, a equipe responsável pela captação do som faz um trabalho admirável, superando os obstáculos impostos pelo ambiente hostil ao gravarem desde os passos dos pinguins no gelo até o triste canto de uma fêmea cujo filhote não resistiu ao frio.

Adotando uma locução imaginativa e envolvente, o filme utiliza as vozes de três atores (um homem, uma mulher e uma criança) que fornecem as informações necessárias sempre na primeira pessoa, assumindo o ponto de vista dos pingüins, o que aumenta o vínculo emocional entre o espectador e os animais (mas apenas nas versões francesa e brasileira; a americana, conservadora, emprega uma abordagem mais formal e traz apenas Morgan Freeman numa narração convencional). Em certo momento, por exemplo, ouvimos a voz infantil de um filhote explicando o que sente com relação às viagens empreendidas pelos pais: "Os adultos têm dois lados: o branco é bom, significa barrigas cheias chegando. Já o preto é ruim; são as barrigas vazias indo. Nós somos diferentes, somos completamente cinzas: estamos sempre com fome".



Se há uma falha em "A marcha dos pinguins", esta diz respeito à visão romantizada que o documentário oferece sobre o ritual anual destas aves atípicas, como se os animais fossem movidos por amor aos filhotes. Neste aspecto, o diretor Luc Jacquet comete o erro básico de antropomorfizar os pingüins, atribuindo a estes sentimentos que não se aplicam. Logo na primeira cena, assim que o narrados fala a primeira palavra como se fosse um dos pinguins à espera da "turma". As ações dos animais refletem simplesmente a luta pela sobrevivência da espécie e os mecanismos desenvolvidos para enfrentarem a Natureza.

Ao antropomorfizar os animais e inserir diálogos entre eles, o diretor optou por uma arriscada tentativa de atrair o público. Goste ou não, é isso que o torna diferente de um simples documentário. Se alguém reprovar a película, com certeza será este o motivo já que a parte técnica é impecável. A determinação em perpetuar a espécie é o tema central do filme e o diretor conduz o espectador a admirar cada vez mais os pingüins, animais de comportamento desconhecido da maioria da população mundial. Esse desconhecimento jogou a favor do francês que contou com a curiosidade do público em relação a espécie para garantir o sucesso. As belas paisagens do continente gelado contribuem para um espetáculo que excursiona o espectador ao fim do mundo de maneira encantadora.

Referências:

PS: Depois de digitar tudo isso, confesso que nunca senti tanta dor na minha mão. Pensei que nunca fosse acabar (risos).
Bom, mas essas são críticas retiradas de outras fontes, eu apenas SUPER RECOMENDO assistirem. O documentário é bonito, diferente e emocionante. Possui imagens espetaculares e o locução como se os pinguins estivessem "pensando/falando" é incrível, nos prende mais ainda, deixa tudo mais emocionante.
Vale a pena ver ;)
By: Hugo O. Silva

domingo, 14 de agosto de 2011

Conheça alguns 'bons papais' do reino animal

Assim como os homens, alguns animais também cuidam de seus filhos dividindo, ou até tomando para si, a responsabilidade com os pequenos. (Foto: Getty Images)

(Confira mais papais do reino animal no final da matéria)

O instinto paternal parece ser um privilégio apenas dos humanos, mas no reino animal alguns 'bons papais' chamam a atenção. Assim como os homens, alguns animais também cuidam de seus filhos dividindo, ou até tomando para si, a responsabilidade com os pequenos.

Segundo a bióloga Marta Elena Fabián, Doutora em zoologia e Diretora do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), "as espécie têm diferentes estratégias evolutivas que podem incluir o cuidado com a prole, segundo o que é mais vantajoso para cada uma". E quando existe este cuidado com os filhotes - chamado 'cuidado parental' - geralmente se dá através da mãe.

Para algumas espécies, porém, o melhor é que os dois, pai e mãe, se revezem nestes cuidados; e para outras, a forma encontrada para garantir a evolução é que o pai tome conta sozinho da cria. "Nestas casos é mais importante para a espécie que a fêmea esteja livre para reproduzir-se novamente", afirma a bióloga.

Vários machos de espécies de mamíferos e aves apresentam este comportamento de cuidado parental, zelando pela alimentação e proteção dos filhotes. Algumas aves do sexo masculino, inclusive, constroem o ninho e cuidam dos ovos na ausência da fêmea.

Estas duas classes são mesmo as campeãs em cuidados dos machos com os filhotes no reino animal, mas não as únicas.

Um dos mais curiosos papais da natureza - por exemplo - é um anfíbio, o sapo dos dedos azuis (Colostethus caeruleodactylus). Esta espécie de sapo tem um comportamento de cuidado parental tão complexo quanto o das aves ou dos mamíferos, informou o Departamento de Zoologia da UFRGS. Nesta espécie, a relação paternal envolve a presença direta do pai, que constantemente limpa o ninho, hidrata os ovos urinando sobre eles e defende o território contra predadores.

Entre 25 a 40 dias depois do nascimento dos girinos, o macho 'chama' seus filhotes para carregá-los até a água. Um a um, os pequenos vão subindo às costas do papai que os leva de uma só vez para o local onde poderão se desenvolver. O número médio de girinos sendo carregados é de 24, mas pode chegar a até 48.

Para Aline Quadros, bióloga do Departamento de Zoologia da UFRGS, outro bom exemplo é o cavalo-marinho. "É interessante porque é o macho que carrega os ovos em vez da fêmea. Ela deposita-os numa espécie de bolsa ventral que o macho carrega, onde são incubados até o nascimento dos filhotes, já completamente formados", informou.

O período de pregnância em cavalos-marinhos varia com a espécie e temperatura da água. Para a espécie brasileira H. reidi, este período se estende de 12 a 20 dias, dependendo da temperatura. No nosso clima tropical, o macho fica cerca de 12 dias carregando os filhotes.

Segundo a bióloga, existem muitos outros exemplos de "papais carinhosos" na natureza, entre eles, insetos e opiliões (animais semelhantes às aranhas), onde os machos geralmente constroem o ninho e cuidam dos filhotes. "Os machos de algumas espécies de aves ficam responsáveis por buscar comida para os filhotes e também defendem o ninho a todo custo para que nenhum predador se aproxime", lembrou.

Semelhanças com os homens
Mas os animais que apresentam comportamento mais parecido com o dos homens são mesmo os outros primatas.

Segundo Eduardo Ottoni, etólogo do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de São Paulo (USP), "entre os primatas, a espécie humana é a única que investe de forma extrema em instinto paternal". Porém, os saguis podem ser considerados bons pais, segundo o especialista.

Os sagüis machos fornecem geralmente tanto cuidado parental quanto as fêmeas, mais que elas em alguns casos. Esta espécie formar uma microestrutura familiar, que se constitui no casal reprodutor e suas proles. As fêmeas de sagüi normalmente têm dois filhotes a cada gestação. O macho sempre carrega um dos pequenos, enquanto a fêmea carrega o outro. Os bebês só trocam de colo na hora de mamar, afirma o etólogo.

Outros "bons papais"
Pinguim - Normalmente, os pinguins machos ficam com o ovo e o aquecem enquanto a fêmea sai em busca de alimento para o filhote que está para nascer. Quando a fêmea retorna, os papéis se invertem e é a vez do papai pinguim conseguir o alimento.
Sagui - Os adoraveis saguis do sexo masculino são os responsáveis pela maioria dos cuidados de seus filhos recém-nascidos, enquanto suas companheiras do sexo feminino se recuperam durante várias semanas após o parto. Os bebês saguis podem pesar até 25 por cento do peso da mãe do corpo, tornando o processo de parto difícil e exigente. Portanto, cabe ao pai, alimentar, proteger e cuidar das necessidades dos bebês.


O macho do peixe-palhaço  vigia os ovos até o nascimento dos alevinos. Além disso, na presença de predadores, ele cuida dos filhotes colocando-os na boca até o perigo passar.
Peixe-palhaço - Na época de reprodução, o macho 'arruma' uma área sobre uma rocha próxima à anêmona que o casal escolhe como 'casa'. E ali a fêmea põe seus 300 a 700 ovos, que são vigiados pelo macho até o nascimento. Além disso, na presença de predadores, os papais de peixe-palhaço cuidam dos alevinos colocando-os na boca até o perigo passar.
O avestruz macho se encarrega de chocar os ovos e cuida da cria até a idade adulta.
Avestruz - Os machos vivem em verdadeiros haréns, pois para cada macho há cerca de sete fêmeas. Enquanto elas botam os ovos - em média 50 por estação -, eles se encarregam de chocá-los. Tomam conta dos filhotes e cuidam da cria até a idade adulta.

Cisne de pescoço preto - os machos desta espécies chamam a atenção pela dedicação com os filhotes, enquanto a mãe sai em busca de comida. "O macho fica responsável por cuidar do ninho e proteger o território nos momentos em que a fêmea sai para caçar. Além disso, o casal se reveza no transporte dos filhotes, carregando-os de um lado para o outro nas costas até que eles aprendam os primeiros passos", segundo o. biólogo Marcelo Linck, do Zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul.

O pica-pau macho constrói o ninho e se reveza com a fêmea  na chocagem dos ovos. Depois do nascimento, os filhotes precisam que o pai busque o alimento, triture-o e o coloque em seus bicos.
Pica-pau - O macho pode ficar vários anos com uma mesma fêmea. Nesse meio tempo, constróem o ninho juntos e se revezam na chocagem dos ovos. Os filhotes são muito dependentes dos pais após o nascimento e precisam que o pai busque o alimento, triture-o e o coloque em seus bicos.



Lobo-guará - Os machos são os responsáveis pela alimentação da fêmea e de todos os filhotes. Enquanto a mãe fica com os filhotes, o macho sai do ninho para caçar e trazer comida.

Leão - Embora esses grandes pais sejam conhecidos por serem um pouco preguiçosos, eles também são pais tolerantes. Um macho pode ter até 7 leoas o que pode significar até 20 filhotes correndo por todos os lados.
Raposa Vermelha - Enquanto as raposas vermelhas mamães ficam com as crianças na sala, cabe a estes pais levar comida a cada 4-6 horas para sua família exigente. Os machos participam de todas as fases da criação de seus filhos, quando estes já estão mais crescidos chamam os filhotes para longe das mães para brincar com eles. Quando os filhotes ficarem ainda maiores, é o papai que ensinará a caçar, farejar alimentos e se proteger dos perigos.



O cavalo-marinho macho é quem carrega os ovos. A fêmea os deposita em uma bolsa ventral no macho, onde eles são incubados até o nascimento dos filhotes
Cavalo-Marinho - Os machos desta espécie estão no topo da lista de Pais devotados e merecem nossa admiração. O cavalo-marinho é um animal monogâmico que realmente carrega os ovos de sua companheira em sua barriga. Ele corteja sua companheira com uma dança até que ela transmite os ovos através de um tubo em seu corpo. Estes pais podem transportar até 1.000 ovos. Os cavalos-marinhos machos exibem orgulhosamente sua barriga que se desenvolvera por 3 semanas, crescendo até o ponto em que dão à luz de 100 a 250 cavalos marinhos com 1 centímetro cada um.
Ema - Tal como os leões, o macho da Ema possue o seu harém com até 12 fêmeas. São os futuros papais os responsáveis por incubar os ovos de seu grupo, irá chocar até 60 ovos durante um período de quarenta dias e quando os filhos nascem, é o pai que irá criá-los sozinho.


Exemplos de bons pais, os sagüis machos sempre carregam os pequenos. Os bebês só trocam de colo na hora de mamar.O cisne macho é o responsável por cuidar do ninho nos momentos em que a fêmea sai para caçar. Além disso, ele se reveza com a fêmea no transporte dos filhotes, carregando-os de um lado para o outro nas costas.

Feliz Dia dos Pais a todos os pais que são fonte de inspiração e que enriquecem a vida de seus filhos.


Fonte: Terra - Ciência / Viver de Eco